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Mesa Redonda de “Instinct”

Sat, Oct 24, 2009

Mesa Redonda

Na nova rubrica semanal do Dollhouse PT, a acompanhar os episódios, teremos três grandes nomes da comunidade cibernética televisiva e de cinema portuguesa. Carlos Couceiro, criador e administrador do HotvnewsZB, criador e administrador do TV Dependente e Pedro Maciel, colaborador no TV Dependente e responsável pelas críticas a Dollhouse nesse mesmo estabelecimento.

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1. Citação preferida do episódio?

Carlos Couceiro:
Echo: “Not remember – feel. I was married. I felt love, and pain, fear. It’s not pretend for me. They made me love my little boy and then they took him away. They make it so real. Every time, they make it so real. Why do they do that?” A estupenda justificação que Joss Whedon encontrou para explicar a génese da Echo. Brilhante!

Pedro Maciel:
Desta vez não tenho nenhuma. Não há nenhum diálogo que me tenha ficado na memória.

ZB:
Topher: “The human mind is like Van Halen. If you just pull out one piece and keep replacing it, it just degenerates.” Pela referência aos grandes Van Halen.

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2. A Dollhouse manda os Actives para missões que são moralmente comprometedoras, ainda mais do que a premissa do estabelicimento implica. Como achas que essa ambiguidade moral, que dá à série uma camada mais negra, influencia a série? O que achaste desse aspecto na missão da semana?

Carlos Couceiro: Não são todas moralmente comprometedoras? A Dollhouse (instituição) sempre foi ambígua neste sentido, nunca se preocupou muito com os laços emocionais que os actives desenvolvem, pelo menos que a Echo é capaz de desenvolver. Seria de esperar que o Topher se tivesse lembrado de algo tão banal na Psicologia como os laços desenvolvidos entre mãe e filho durante o acto da amamentação.

Pedro Maciel: Essa ambiguidade é um dos pontos mais interessantes da série. Dá, claramente, um tom mais realista (negro também) à mesma, até porque a História já nos ensinou que o Homem é capaz do melhor e do pior quanto tem o poder nas mãos. No entanto, esta ambiguidade muitas vezes não é convenientemente aproveitada. E este episódio foi um bom exemplo disso.

ZB: Essa ambiguidade moral é inerente à série. Sempre o foi. E este é um dos principais aspectos em que “Dollhouse” acaba por desiludir. O conceito é bastante interessante, e tem pano para mangas, mas a execução deixa algo a desejar. Em relação à sua influência na missão da semana… uma falsa maternidade é algo que até aqui ainda não tinha sido explorado, mas será mais amoral que, por exemplo, o prostituir dos Activos?

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3. Senator Daniel Perrin. Que achaste deste enredo? Aproveitou as capacidades do Alexis Denisof? Tem possibilidades para o futuro?

Carlos Couceiro: É uma personagem interessante, teve pouco para fazer neste episódio, mas ainda assim estou satisfeito com o ritmo com que está a envolver-se na investigação à Dollhouse.

Pedro Maciel: Sobre o actor nada posso dizer pois não o conhecia. O enredo tem “pernas para andar”, mas precisa de um empurrão. Por agora anda muito devagar. Espero que haja desenvolvimentos brevemente.

ZB: Bem, isto foi apenas o início do arco de vários episódios que ele tem previsto na série, por isso, falar em ter “aproveitado as suas capacidades” talvez seja algo precipitado. Veremos o que nos espera o futuro.

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4. Opina sobre o discurso emocional de Echo no final do episódio. Como achas que vai influenciar os episódios futuros?

Carlos Couceiro: Abre a porta a que seja melhor explorada a vertente científica da série, um dos pontos mais fascinantes de Dollhouse.

Pedro Maciel: A minha opinião não é grande coisa, pois acho que se assimilou em tudo ao discurso (também no final) do episódio anterior. Quero mais acção e menos diálogo. Acho que já chega deste discurso “Quem somos? Para onde vamos?”. A série já tem uma temporada atrás de si.

ZB: O que eu espero é que o tempo de discursos termine e o tempo de acções comece.

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5. O que achaste de melhor e pior no episódio?

Carlos Couceiro: Melhor – A forma como Joss Whedon construiu um aparente caso da semana que acabou por adicionar ainda mais camadas a uma série já bastante complexa, para além de fornecer uma história standalone boa o suficiente para atrair novos espectadores. Impressionante. Pior – A ausência de Amy Acker e Alan Tudyk é sentida… e muito. Estou algo desapontado com o ritmo da série, tendo em conta que estes são provavelmente os últimos treze episódios de Dollhouse. Gostava de mais episódios como Briar Rose, Epitaph One e Omega.

Pedro Maciel: Melhor – o facto do caso estar relacionado com a história principal e poder ter repercussões. Pior – a história não anda. Repetem-se situações, diálogos e não há consequências. Por esta altura (e depois dos episódios finais da temporada de estreia) a série já teria que estar noutro patamar.

ZB: O melhor – A intenção, uma vez que acredito que o episódio foi concebido assente na ideia de mostrar o conflito interno duma mulher cuja vida desmorona ao descobrir que não é quem sempre pensou ser. O pior – A intenção não passar disso mesmo.

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This post was written by:

Ricardo Leal - who has written 33 posts on Dollhouse PT.


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