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Review de “Belle Chose”

Mon, Oct 26, 2009

Críticas

Episódio 3: Belle Chose
Escrito por Tim Minear
Realizado por David Solomon
Actores convidados: Liza Lapira, Michael Hogan, Joseph Sikora, Arye Gross

Belle Chose foi mais um episódio standalone de Dollhouse. Foi uma péssima opção fazer os primeiros três episódios da temporada com tão poucos avanços na mitologia. Se Vows colmatou essa falha com bom diálogo e com a evolução da relação entre Paul e Echo e Instinct com a sua engenhosa premissa, Belle Chose não teve a mesma sorte. Em segundo, estava à espera de muito mais da dupla que nos deu um dos melhores episódios de Firefly, Out of Gas.

É demasiado óbvio o porquê deste episódio ter sido produzido como o segundo da temporada, pois é aqui que Paul (Tahmoh Penikett) é confrontado com a sua primeira missão como handler de Echo (Eliza Dushku). Não entendo a razão da Fox trocar os episódios. Foi absolutamente desnecessário e até confuso.

Paul foi mesmo o melhor do episódio, com mais uma excelente interpretação de Tamoh Penniket. Ele simplesmente acertou em cheio em tudo o que fez: no desconforto com que vê Echo, a menina dos seus sonhos (Man On The Street) que jurou proteger (Briar Rose), nua, na forma como demonstra o alívio por ir interrogar um serial killer em vez de continuar a missão, no desprezo que mostrou no seu diálogo com Terry e, por fim, em todos os momentos que passou na discoteca onde foi buscar Victor (Enver Gjokaj), que também esteve em grande.

O episódio não começou mal. O início foi óptimo com dois enredos a serem definidos: a missão romântica de Echo, que iria testar a aptidão de Paul como handler e a de Terry, que iria explorar a mente de um perturbado serial killer. Estava tudo a correr bem com Terry a ser interrogado até que o tio dele o ajuda a fugir. A partir daqui o episódio parte para os caminhos mais idiotas. O enredo de Echo existiu apenas para passar o tempo até ela ficar com a personalidade de Terry, misturando os enredos da pior forma.

Nota-se que até tinham as ideias definidas, mas, como não sabiam o que fazer com elas, em vez de as continuarem a explorar, decidiram que a segunda parte do episódio iria assentar na acção e na busca pelas vítimas de Terry. Graças a isso, o episódio acaba exactamente no mesmo sítio onde começa e não passa de mais uma missão da semana que não acrescenta nada à série e pouco acrescenta às personagens.

Adorei o comentário do Topher (Fran Kranz) sobre a limpeza de memória do Victor: “He’ll be an empty-headed robot wandering around Hollywood. He’ll be fine”.

Resumindo, Belle Chose começou bem, mas escorregou a meio e tornou-se apenas mais um episódio de Dollhouse para esquecer. A sua razão de existir é simplesmente encher até que Joss Whedon decida começar a desenvolver o arco principal da temporada. Para além disso, estava à espera de muito mais e melhor de Tim Minear e David Solomon.

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This post was written by:

Ricardo Leal - who has written 33 posts on Dollhouse PT.


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2 Comments »

Comment by Cláudia
2009-10-29 11:56:31

Gostei bastante do episódio. Só achei o plot da Echo um pouco aborrecido mas de resto, acho que tudo funcionou bem. Claro que melhorou quando foi o mind swap e o Victor foi brilhante.
Também gostei das cenas com o Paul e o seu desconforto com a Echo.

Comment by Ricardo Leal
2009-10-30 23:07:05

Por acaso, como referi na review, achei que o mind swap foi o pior. Se até aí estava a ser interessante, a explorar ideias boas, a partir daí foi só acção extremamente previsível.

Mas concordo numa coisa: o Victor foi brilhante.

 
 
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